terça-feira, 31 de julho de 2012

Título de eleitor



Natan Barbosa

            Vivemos em um estado democrático burguês e, dentro dele, podemos desfrutar de algumas “regalias” como, por exemplo, participar do processo eleitoral. A partir dos 16 anos, se quiser, o sujeito pode emitir o seu título de eleitor e ter direito a votar. Ou seja, pode escolher que chicotes irão lhe açoitar.
Vemos muitos tipos de títulos, e de cabeça podemos nos lembrar de alguns, como os obtidos em concursos de beleza, em disputas esportivas, em consagrações religiosas, em colações acadêmicas, etc. Mas o título de eleitor, o que será que ele representa para as pessoas que o possuem? Que vantagens você consegue obter através desse título? Em que aspecto é positivo esse documento? Já dizia a minha avó: se voto mudasse alguma coisa, seria proibido.
            Particularmente, não sou um dos que mais defendem a bandeira da institucionalidade. Não vejo grandes vitórias com aprovações de leis ou com algumas melhorias paliativas, dentro desse sistema, por mais que eu compreenda o seu grau, de maior ou menor importância. É muito complicado para mim, aceitar e legitimar a desigualdade, as injustiças, os preconceitos, tendo uma visão meramente legal da situação, pois sei que a grande maioria que está nesses espaços, procura frear as reivindicações populares, alegando que as melhorias virão a partir do caminho institucional e desviam as atenções do foco principal. Enquanto isso, eles vão obtendo benesses e polpudas vantagens.
Então o que fazer com o título? Rasgá-lo isoladamente e não dar nenhuma resposta mais efetiva para as questões que estão colocadas? Não! Admito que vivemos em um deserto, escasso de “água boa” para se beber, porém existem pessoas comprometidas com a luta do povo, ainda há aqueles que se posicionam diferente. Ainda permeia em algumas agremiações, uma dedicação e empenho em defender os interesses históricos dos trabalhadores. Talvez, a aposta nesses últimos, seja a única utilidade para esse título. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Politize!


quinta-feira, 28 de junho de 2012

Corrida Eleitoral




         Há pouco, se iniciou a corrida pela disputa da prefeitura de Fortaleza. Partidos e coligações já apontam candidaturas e em torno dessas candidaturas, os debates começam a fervilhar. Iniciam-se as intrigas e as acusações entre os candidatos. Porém, nesse engodo de posições, promessas e distorções, não se esclarece o real papel de um prefeito. Ao povo não é dito que o prefeito que vier a ser eleito, não praticará atos de acordo com sua vontade, não fará uma administração como bem queira. É necessário deixar claro que o prefeito irá cumprir a função de um gerente, portanto não cabe a ele ditar as regras do jogo.

            Precisamos ter claro e muito bem claro, os conceitos de governo e poder. Chegando-se a uma prefeitura, está se chegando ao governo municipal. O poder na sociedade não está na mão dos prefeitos, dos governadores e nem do presidente em exercício. O poder pertence à classe dominante, pertence aos possuidores do capital, pertence aos empresários, aos banqueiros, etc. O poder tem caráter permanente. O poder não será desalojado com a chegada de um novo governo, pelo contrário, quando um governo passa a incomodar os interesses do sistema e não “dança conforme a música” orquestrada pelo capitalismo, esse governo é deposto, seja pela via institucional, que é o método prioritário da burguesia, seja pela força de um golpe de Estado, quando a via institucional é ineficaz.

            Não nos iludamos. A única força capaz de libertar o povo é o próprio povo!


terça-feira, 15 de maio de 2012

Esse dia há de Chegar!

A massa inteira está com uma forte sede de mudar!
Os martelos e as foices nós iremos levantar.

Com gritos que estavam presos na garganta,
Colheremos os frutos dessa planta.


O povo hoje é consciente e esclarecido,
Não há ao menos um que seja excluído!



A velha Constituição já foi desconstituída.
O proletariado não é mais classe oprimida.
Os meios de produção estão em nossas mãos

Não há mais ganância, disputas, ambição.

Nem patrões, nem empregados,

Assim como o pão, o trabalho é socializado.

A bolsa de valores não tem valor de nada.
Heranças e as riquezas estão sendo coletivizadas

O Monstro da desigualdade é já falecido
Pela última vez o seu nome será ouvido!

Capitalismo, aqui jaz...
Em teu epitáfio,

A sociedade respira paz!

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Veta Dilma!




      Esse é o apelo recentemente propagado em todos os tipos de mídias. A frase curta dirigida à Presidente da República, Dilma Rousseff, tem por objetivo fazer com que esta última vete as propostas de alteração no Código Florestal. Caso contrário, com a aprovação da Presidente, estaremos fadados ao maior retrocesso na legislação ambiental brasileira.

      A aprovação desse Novo Código acarretará uma extensa redução de área de preservação permanente e incentivará de forma absurda aos desmatamentos. Não é possível que se aprove esse projeto que permitirá que se degrade mais ainda a natureza. A natureza pede socorro e aqueles velhos documentários que assistíamos antigamente, hoje fazem sentido. É urgente que se denuncie a devastação exorbitante da natureza, pondo em questão a nossa própria sobrevivência.

      Uma das questões mais polêmicas do Novo Código é a questão abordada no seu Artigo 16º sobre a existência de “reserva legal”. Reserva na qual é proibida a supressão da vegetação nativa e só é permitida a utilização sob regime de manejo florestal sustentável. Para alguns, como a chamada “bancada ruralista”, a utilização do imóvel rural deveria ser plena e até mesmo de uso irrestrito em nome do “desenvolvimento”, mas a troco de quê? Nossos netos chegarão aos 30 anos, se continuarmos nesse ritmo de “desenvolvimento”?
A nossa vida corre sérios riscos de ser extinta e ninguém percebe isso. É que nem diz a letra da música “Realmente não sei se o que você chama de verde é a mesma cor que eu vejo, alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada e esquece que caixão não tem gaveta”.

      Eu grito “Veta Dilma” não que acredite na institucionalidade como a salvação dos povos, mas como um instrumento que deveria está a nosso serviço.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Primeiro de Maio





         Representamos Chicago, representamos luta, representamos resistência. Não é fácil a nossa tarefa, porém, estamos aqui para desmascarar o Capitalismo, causador de tanto mal para os trabalhadores.
         O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
   A busca pela extração da mais-valia não para, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores é comprometida por jornadas que se estendem além das “legais” 8 horas diárias, prática comum nas indústrias, escritórios e comércio.
         Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após o golpe contra revolucionário a mando da burguesia, apesar de termos 80% dos tópicos defendendo a propriedade e meros 20% defendendo a vida humana e a felicidade, conseguiu-se uma série de avanços – hoje colocados em questão – como as Férias Remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.
         A luta atual, como a luta de sempre, por parte dos trabalhadores, é obter a liberdade. É necessário romper com essas amarras e propor uma nova ordem.