segunda-feira, 7 de maio de 2012

Veta Dilma!




      Esse é o apelo recentemente propagado em todos os tipos de mídias. A frase curta dirigida à Presidente da República, Dilma Rousseff, tem por objetivo fazer com que esta última vete as propostas de alteração no Código Florestal. Caso contrário, com a aprovação da Presidente, estaremos fadados ao maior retrocesso na legislação ambiental brasileira.

      A aprovação desse Novo Código acarretará uma extensa redução de área de preservação permanente e incentivará de forma absurda aos desmatamentos. Não é possível que se aprove esse projeto que permitirá que se degrade mais ainda a natureza. A natureza pede socorro e aqueles velhos documentários que assistíamos antigamente, hoje fazem sentido. É urgente que se denuncie a devastação exorbitante da natureza, pondo em questão a nossa própria sobrevivência.

      Uma das questões mais polêmicas do Novo Código é a questão abordada no seu Artigo 16º sobre a existência de “reserva legal”. Reserva na qual é proibida a supressão da vegetação nativa e só é permitida a utilização sob regime de manejo florestal sustentável. Para alguns, como a chamada “bancada ruralista”, a utilização do imóvel rural deveria ser plena e até mesmo de uso irrestrito em nome do “desenvolvimento”, mas a troco de quê? Nossos netos chegarão aos 30 anos, se continuarmos nesse ritmo de “desenvolvimento”?
A nossa vida corre sérios riscos de ser extinta e ninguém percebe isso. É que nem diz a letra da música “Realmente não sei se o que você chama de verde é a mesma cor que eu vejo, alheia a isso, a maioria continua exaltando o luxo e a propriedade privada e esquece que caixão não tem gaveta”.

      Eu grito “Veta Dilma” não que acredite na institucionalidade como a salvação dos povos, mas como um instrumento que deveria está a nosso serviço.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Primeiro de Maio





         Representamos Chicago, representamos luta, representamos resistência. Não é fácil a nossa tarefa, porém, estamos aqui para desmascarar o Capitalismo, causador de tanto mal para os trabalhadores.
         O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época.
   A busca pela extração da mais-valia não para, através de baixos salários, mas até mesmo a saúde física e mental dos trabalhadores é comprometida por jornadas que se estendem além das “legais” 8 horas diárias, prática comum nas indústrias, escritórios e comércio.
         Na Constituição de 1988, promulgada no contexto da distensão e redemocratização do Brasil após o golpe contra revolucionário a mando da burguesia, apesar de termos 80% dos tópicos defendendo a propriedade e meros 20% defendendo a vida humana e a felicidade, conseguiu-se uma série de avanços – hoje colocados em questão – como as Férias Remuneradas, o 13º salário, multa de 40% por rompimento de contrato de trabalho, Licença Maternidade, previsão de um salário mínimo capaz de suprir todas as necessidades existenciais, de saúde e lazer das famílias de trabalhadores, etc.
         A luta atual, como a luta de sempre, por parte dos trabalhadores, é obter a liberdade. É necessário romper com essas amarras e propor uma nova ordem.





segunda-feira, 23 de abril de 2012

Eles só “dão”, para não precisarem dar...



Muita gente conhece o famoso ditado: “Mais vale perder os anéis, do que um dos dedos”. Esse velho ensinamento nos mostra de forma didática e simples, uma tática madura e bem avançada. Em muitas ocasiões é necessário usar de tal método, pois quando é certo que iremos perder algo, tratamos logo de pensar em como perder o mínimo possível.
Por exemplo, suponhamos que um estudante está caminhando até sua escola. Durante o percurso, ele se depara com um assaltante que aponta uma arma de fogo para a sua cabeça e impõe que ele lhe entregue todos os seus pertences imediatamente. O que poderá o estudante fazer? O mais lógico seria fazer o que o assaltante “pede”, pois caso contrário, ele poderá vir a puxar o gatilho da arma, assassinando assim a vítima do assalto. Se o estudante tomar essa medida, lógico, perderá de alguma forma (carteira, celular, dinheiro, etc). No entanto, ele resguardou um bem muito mais valioso, a sua vida.
         Temos diversos exemplos dessa mesma natureza, onde se escolhe “DAR” o mínimo para que se preserve algo de maior relevância.
         Fala-se bastante sobre o Prouni (Programa Universidade para Todos) e sobre o Fies (Financiamento de Estudantes do Ensino Superior) como coisas cruciais para os cidadãos, “dadas” pelo governo. Primeiro, precisamos ter claro que nada é dado pelo governo, nada é de graça. O dinheiro gasto pelo governo vem do trabalhador, recolhido desde os impostos formais e anuais, aos impostos que estão contidos nas mercadorias que são compradas todos os dias por nós. O dinheiro faz apenas um curto passeio na carteira do proletariado por volta do dia trinta de cada mês. Portanto, a bem da verdade, devemos saber: Os governantes não nos dão nada de bom. Segundo, esses mecanismos “dados” ao povo, só servem de manobra política, evitando a cobrança por mais vagas nas Universidades Federais e Estaduais. Como eles não conseguem atender as demandas da população, pois não é de seu interesse atender a essas, enganam o povo dizendo que agora existem mais possibilidades de ingressar nas Universidades, sem falar da grande farsa que é o Enem. O que precisamos entender é que eles usam esses subterfúgios para não “DAR” resposta real ao problema. Ou seja, eles dão para não dar.
         Quando se fala em aumento salarial, o ditado prevalece coeso e os Capitalistas o conhecem muito bem. Eles dão apenas míseras migalhas, aumentos mínimos e desrespeitosos com os profissionais. Dão apenas o necessário para conter as insatisfações mais intensas e as greves ostensivas. No congresso, são votadas propostas onde uma parte defende a bandeira 6 e a outra parte reivindica meia dúzia. Na essência, nenhuma delas é agradável para a grande massa. O salário mínimo, chama-se assim, não por seu valor ser o mínimo necessário para atender as necessidades básicas e o bem estar social. Ele é chamado de salário mínimo, por que é, na prática, a menor quantia dentro da legalidade burguesa que o grande patrão pode oferecer ao trabalhador. Tenha a certeza absoluta de que na lógica capitalista, da busca incessante pelo lucro, se eles pudessem “dar” menos, dariam. Ou seja, os aumentos salariais, não são um presente. Eles só dão, para não dar.
        
                                      Natanael Barbosa

quinta-feira, 29 de março de 2012




         Já chega! Primeiro, fui escravo. Posteriormente servo. Agora sou operário, proletário, trabalhador, oprimido, etc. A história e a luta de classes me mostrou de que lado devo estar nessa sociedade. Querem nos chamar de colaboradores? Não colaboramos simplesmente. Somos a base de toda a sua economia e do seu lucro, suas grandes conquistas e seus avanços devem-se a nós. Estamos em greve! Cansamos de sofrer. Não adianta reformas mínimas. Precisamos PARAR TOTAL!
         Uma fábrica tem 1.000 funcionários e 1 Patrão. Se tirarmos o patrão de lá, ainda será viável o funcionamento dessa fábrica com os 1.000 funcionários que lá trabalham. Mas, se fizermos o contrário, se retirarmos 1.000 funcionários e deixarmos apenas o patrão, a fábrica terá sucesso? Então, quem é mais importante, patrão ou empregado?
         O salário que é pago ao funcionário todos os meses, não é nem de perto o que ele produz realmente. O mísero salário que pagam aos trabalhadores às vezes nem dar conta das necessidades básicas para a sua sobrevivência. Precisamos chamar atenção para isso. Somente com os explorados unidos venceremos!
         No mundo inteiro o povo deve estar lutando. O proletariado do mundo inteiro tem que se unir contra o seu inimigo maior. Não dá mais para se contentar e ficar recebendo migalhas, isso quando não é criminalizado por reivindicar o que é seu. A massa trabalhadora é quem dá sustento a essa pirâmide. O povo é a maioria e tem força para mudar a vigente situação, porém, necessita de clareza quanto a sua posição na sociedade. A História mostra qual é o nosso papel e nós devemos assumí-lo.
         A classe dominante, a burguesia, sabe muito bem do que o povo é capaz. Ela é esperta e faz “de um tudo” para perpetuar a desigualdade social. Para os burgueses milionários, não importa se você teve que trabalhar 10 ou 12 horas intensas ou se o trabalho é insalubre, o que interessa é a produção e o lucro que irão obter no final.
         Enquanto houver classes sociais, onde uma exerce um poder de dominação sobre a outra através do Estado, a saída do povo é ir às ruas, é marchar, é protestar, é fazer greves e lutar contra a opressão. Os interesses coletivos devem ser colocados acima dos interesses individuais.

quinta-feira, 15 de março de 2012

ÁGUAS DE MARÇO

            Quem não conhece o trecho da letra de Tom Jobim onde diz: São as águas de março fechando o verão? Há quanto tempo se fala em alagamentos e inundações? Pelo menos seis pessoas morreram em três desabamentos no município do Rio de Janeiro e em Niterói em março de 2010. Todos esqueceram, da forte chuva durante a noite de março em 2011 que alagou casas na Vila Virgínia e no Jardim Marchesi e causar interdição de ruas e de parte da avenida Francisco Junqueira, em Ribeirão Preto? A Funceme já registrou chuvas em vários municípios. Em meio a esta situação caótica, há alguém fazendo algum tipo de denúncia? E se fazem, ultrapassam os limites de interesses eleitorais?

            Todos os anos, vem a tona esse problema das chuvas, às vezes mais, às vezes menos, porém, sempre causando danos a sociedade. Será que para esse problema não existe solução? Ou será que não se pretendem dar solução ao problema? Pegando gancho nesse último questionamento nos reportamos ao tema da fome. A fome já não poderia ter sido devastada de todo o planeta? Com todos esses avanços tecnológicos, continua tendo pessoas passando fome?

            Existem interesses que estão acima da dignidade humana. Existem interesses de se manter a desigualdade, continuando a alimentar ilusões nas massas. É utópico pensar em justiça, paz, liberdade, segurança, respeito com as pessoas e com a natureza dentro dos limites do Capitalismo. Devemos a cada dia travar as nossas lutas específicas e não medir esforços para conquistar melhorias, porém sem se esquecer da causa maior. Precisamos unir forças, pois clamamos os interesses da maioria, o povo. Não devemos nos contentar com migalhas que nos dão e deixar um grupo seleto em uma cúpula decidir as nossas vidas!