domingo, 11 de janeiro de 2015

Eu comemoro

comemoro, como e namoro, como e rememoro, fumo, como e durmo, demoro...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Não se pode mais andar no dia de domingo?

Não se pode mais andar no dia de domingo?
Eu só queria ir andando a um lugar divertido. O que temos? A beleza das pipas no céu, tão comum nas férias, some a noite. Não, eu não estou falando desses lugares clichês que todos vão aos domingos. Eu juro que eu só queria ir andando. Gostaria de ser surpreendido por uma apresentação na rua enquanto viro a esquina. Reencontrar velhos rostos e ver com que nova cara eles estão. A música por aqui mudou. E onde está aquele velho hit de outrora? Eu só queira não fazer o mesmo programinha barato, que tanto me custa. Faltam sorrisos, abraços e praça. Faltam praças, onde se possa sorrir e abraçar. Será que a intenção é essa? Que nos percamos ao longo do tempo? Agora é pago esse rico e único momento? De quanto é que tá? Queria revisitar antigos lugares, mas não é permitido. Eu fazia isso antes com a maior facilidade e em pouco tempo. Porém, tudo se transformou e não comporta mais o meu ingênuo desejo de sentir aquelas sensações novamente. Lascou! Deveríamos tentar novamente e ver no que dá!
Lembre-se!!! O mais importante é ir andando. Pegar o ônibus quebra o encanto. Ganhar uma carona descaracteriza a vivência. A temporalidade é outra. Vá a pé e perceba! Não tenho as respostas. Experimente! Sinta!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Uma manhã a pé!



Geralmente estou pedalando
resistindo aos caos e causando:
Saia do meio da rua! Eram eles gritando.
Sou um carro a menos, me agradeça!
Respondo eu (confesso) gritando.

Mas, hoje diferentemente caminhando,
Resolvi observar a acabar constatando.
É uma lógica sem lógica,
exceto pra quem tá lucrando.

Não dá pra perceber, minha gente?
É vaga faltando pra carro.
É vaga sobrando no carro.
É carro sobrando pra gente.
É gente sofrendo e estressado!

Disputas, curvas, buzinas, sinais
de uma sociedade doente.

Fumaça, (da ruim) no meio do mundo.
Calor desumano e profundo
Coletivo lotado e indivíduo amassado.
Eu caminhando e o trânsito parado.

Amarelo, Vermelho, Verde!
Ninguém saiu do lugar!
Amarelo, Vermelho, Verde!
Quem ousa me ultrapassar?
Amarelo, Vermelho, Verde!
Batida pra piorar!
Amarelo, Vermelho, Verde!
desvio, vou me atrasar!

Não dá pra ficar só observando
Também sou objeto e a hora tá passando
Vou nessa, sorrindo e me distanciando
Tentando esquecer o que vi, como dizia o poeta,
vou caminhando e cantando!

domingo, 27 de julho de 2014

A gente...


Não precisa de muito, basta verdade.
Dois corpos, densos e intensos! Não precisamos de muito, apenas do real.
O concreto, o real, o sincero.
Perfeição não há!  Seja diferente de mim. Pense em mim e não me suporte às vezes. Seja a minha oposição mais forte, mas me ame como eu sou. Eu farei o mesmo! Mostre-me as minhas contradições maiores, no sentido de me ajudar a enaltecer.

Seja você. Não se reprima. Liberte-se! Quem sou eu para te deixar livre?
Liberte-se! Se possível, ao meu lado! Seja simplesmente você. Confie.

Sorria pra nada e faça coisas sem motivos claros. Diga o que quiser, mas me diga com franqueza. Eu farei o mesmo. Quando esbarrar em mim, me machucar, ferir, ou der aquela cotovelada, com seu jeito desengonçado de ser, vamos rir disso tudo depois!

Continuarei acordando no meio da noite pra te ver dormindo. E, quando você elogiar meu sorriso, farei aquela cara de vergonha, porém, me sentindo por dentro a pessoa mais feliz do mundo.

Seja totalmente livre, até de mim, para que enquanto estiver comigo, que seja na totalidade de sua vontade, e não por conforto ou prisão.

Te Amo!

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Uma tarde Aqui!


Quatro tempos, quatro sons
Não era música no asfalto!
Tá Tá Tá Tá!
Pause no samba do meu lar
Play no medo e euforia...
Pensei: Botou pra matar!
Vi que errou. Acertou quem não devia!
Quem deve atirar? E, quem deve morrer?
Quem poderá dizer?
Maldita pistola que assola meu café!
Não me retiro. Um dia morreremos de pé!
Nem polícia, Nem traficante!
Apanhou dos dois!
Faltava em seu organismo, o simples feijão com arroz!
Quem era? Tu conhecia? Quem atirou primeiro?
Feriu alguma criança?
Quatro a zero pra milícia... Ops! Segurança!
Corrupta, saindo da viatura,
Ela quis brincar de literatura.
Mudou a versão, floreou no detalhe, concluiu: “tenho razão”
Saia daqui! Não atrapalhe!
Quanta cara de pau!
E ainda têm a "fé pública”,
mandam e desmandam na lei!
Graças a Deus, sou Ateu!
A eles não me sujeitei!
Pensei em Lênin
e no Estado
Voltei pra casa calado,
Puto e indignado e esse foi o resultado!

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Como, se chama?

Como, se chama?

A chama que alimenta o poeta é linda.
E por mais que queime e doa, não deixa de ser.
Se o poeta fica só na escuridão... Ele tem a chama!
Clareia e Chama-nos!

Essa chama o consome
E ele consome a chama.
Troca com ela elementos da tabela.
Inspira-se! Digere! Devolve!

As vezes mais, as vezes menos, mas nunca pára!

Sofre, sente, chora,
finge não se importar.
Afirma, confirma, questiona
Tenta escapar...
Mas, como, se chama?

E nós, simples mortais
De longe, de dentro, fora ou vivendo...
Aproveitamos o produto desse movimento!

sábado, 14 de setembro de 2013

Todo apoio a Ocupação do Parque do Cocó!



              
  Há mais de dois meses, bravos manifestantes resistem corajosamente, dizendo NÃO a lógica do capitalismo que na sua obcecada busca pelo lucro, não se importa de encher a cidade de carros, mesmo que ela não os comporte, mais do que isso, tenta construir um viaduto para dar mais dinheiro a empreiteiras.
                No Cocó, somos todos misturados, de diferentes credos e posições políticas, no entanto, convergimos na defesa da natureza e na oposição a essas posturas autoritárias e repressoras. O Cocó resiste porque não podemos calar e imaginar que “é só mais um pedacinho”. São muitos dias de confronto, além de físico, ideológico, sendo expulsos do acampamento, levando cassetada, spray de pimenta e bombas.
                Não se trata de birra, de falta de diálogos. Da parte dos que defendem a legalização do parque, há várias propostas alternativas que contemplam a não devastação do parque. Resistir é a palavra de ordem.  Vem pro Cocó! A gente precisa preservar o pouco de verde que nos resta!

quarta-feira, 12 de junho de 2013

...


É mais fácil sair correndo.
É mais fácil se embriagar.
É mais fácil entrar num convento.
É mais fácil deixar!

Dói menos dizer adeus e nunca mais voltar.
Dói menos doer de uma vez, para depois cicatrizar.

É mais fácil falar mal, dizer que a culpa foi sua.
É mais fácil te ignorar, quando te ver no meio da rua.

Dói menos mudar de chip.
É mais fácil virar um Hippie.
Dói menos apanhar numa luta.
É mais fácil procurar uma puta.

É mais fácil, dói menos
Mas não é o que quero.
Por mais difícil e que doa,
É você a mulher que espero.

Nem burro, nem masoquista, sou um jovem louco socialista!
Isso não é prosa nem verso. São palavras de um homem sincero!



terça-feira, 21 de maio de 2013

Gente


Gente que fala, ouve e sente... Gente que está ali com a gente.



Gente que não acha culpado, nem inocente...


Gente que amolece o coração da gente.

Gente que sabe ser GENTE!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

DIA 3



"Felicidade, paz, sorte,
Nem sempre se pode ter fé..." Parafraseando o Pensador!

Três, três, passará... Três, três, passará...
O dia de hoje, é 3, Se não for o de antes,
porque eu mudei o rio, então ele também me modificou...
Mas Passará, três, três, 3, será outro, será três ou III!

Eu mesmo sem Teo, sendo Anti, Sendo Neo,
Sei que Tu és... É Sim! Merece ser e estar.
O que te faz bem, faz!
Ta Difícil de dizer pois é incomensurável.


Companheira!
Ind-Inter-Poli-Supra!

Esteja, Seja, Fale e Beba!
Dou-lhe uma, Dou-lhe duas, Dou-lhe três...


Neste dia, essa data é o mês!

Sapiência, Paciência,
1,  2,  3... Quando chegada a vez!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Manifesto pela Saúde – SOS Pirambu




O Dia Mundial do Trabalhador foi criado em 1889, por um Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu em 1º de maio de 1886, em Chicago, o principal centro industrial dos Estados Unidos naquela época. Hoje, depois de 127 anos dessa greve, nós trabalhadores e trabalhadoras, compreendemos a importância de reivindicar, pois só conquistaremos algo nessa sociedade, se formos as ruas para lutar!
            Além da exploração cotidiana, das 8 horas diárias desperdiçadas nas indústrias, nos comércios e nos serviços, o Capitalismo nos retira direitos básicos, como saúde, educação e moradia. Nós, moradores do Pirambu, estamos sentindo na pele o descaso que esse sistema faz conosco.  A saúde, como a maioria das coisas nesse sistema, é tratada como mercadoria e somente aqueles que possuem condições financeiras de adquirirem essa tal mercadoria é que podem desfrutar de uma saúde digna. Somente aqueles que pagam caro, e muito caro, aos planos de saúde é que terão assistência garantida. Esse direito tão básico a saúde nos está sendo negado.  O povo mais pobre logo o mais fragilizado, não tem acesso a saúde de qualidade.
Por isso convidamos a juventude e aos usuários e todos os insatisfeitos com o que está ocorrendo no Posto de Saúde Guiomar Arruda, a se erguerem na luta por esse posto que passa por problemas seríssimos na tubulação hidráulica, na rede elétrica e pela falta de segurança e de materiais cruciais ao atendimento médico, ou seja, a reforma pelo qual o posto passou, ficando paralisado por vários dias, nada contribuiu para a efetivação do atendimento. Além disso, o péssimo atendimento dado aos usuários do posto Guiomar Arruda, nos mostra o total abandono e o descompromisso dos órgãos responsáveis.

A nossa luta não para por aqui! Hoje lutamos pelos direitos básicos que nos são negados, amanhã em uma greve geral dos trabalhadores, e por fim a luta pela transformação total da ordem econômica e social vigente. Portanto só descansaremos quando conquistarmos uma outra sociedade mais justa e igualitária, a nossa palavra de ordem é a REVOLUÇÃO!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Hoje me Liberto







Sacudo a poeira e agora eu vou cantar.
Enxugo minhas lágrimas pela última vez.
Vocês do mundo todo, se levantem do sofá!
Se eles querem aprender, então vamos ensinar!

Rasguei o meu dinheiro e me juntei à multidão.
Levantei a bandeira da nossa revolução.
A cidade pega fogo com a manifestação,
Onde o empregado não obedece ao patrão.

Derrubamos a TV a caminho do Congresso
Pra mostrar qual é a ordem que nos leva ao progresso.
Os anos se passando e eu ficando na pior,
Pois quem manda no Estado é quem pagar melhor.

Capitalismo preste atenção!
Já está na hora da sua extinção!

Escravo, servo, operário... Cansei de sofrer!
Ser pisado, humilhado... Não quero mais não!
A massa inteira está com uma forte sede de lutar
E quando o povo quer ninguém consegue segurar.

A constituição já foi desconstituída.
O proletariado não é mais classe oprimida.
A bolsa de valores não tem mais valor de nada.
Heranças e riquezas vão ser coletivizadas.
O mostro da desigualdade agora é um falecido
Pela última vez seu nome será ouvido!

Capitalismo preste atenção!
Já está na hora da sua extinção!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Forró Pé de Serra- Espaço Livre de Arte e Cultura

         O Movimento Livre realiza o Forró Pé de Serra, neste sábado dia 9, a partir das 19h! Contaremos com a Banda Cacimba Nova, que animará a noite com muita música boa, poesia e performances teatrais. Não Perca! Haverá também o Bingo de uma sanduicheira! Cartelas - R$ 1,00.




sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Os Perigos da Omissão




Todos os dias nos colocamos diante de várias situações onde temos que fazer escolhas, desde o ato de acordar até a hora de ir dormir novamente. O tempo todo, estamos tomando decisões, sejam elas mais simples, ou mais complexas. O que não cabe a nós é deixar de expressar o que queremos e o que priorizamos para nós.
Por qual rua caminhar; que matéria estudar primeiro; quais mercadorias colocar no carrinho de compras; fazer ou não a tatuagem; dentre outros. As opções nos cercam e para nós, tomamos o que achamos mais viável, seguro, maduro, convincente, de qualidade,  e nesse escolha, se pensa também nas consequências adquiridas junto ao que é eleito.
Diante de algumas situações, há indivíduos que apelam para a abstenção, preferindo não emitir opinião sobre o exposto, não intervir e deixar as coisas tomar os “rumos naturais”. Claro que há de se respeitar o direito e a individualidade daqueles que não querem se comprometer com uma posição, entretanto, existem ocasiões em que a tomada de atitude é extremamente necessária.
Por exemplo, você passar na rua e ver uma mulher apanhando do marido, você está colocado diante de uma situação e que, a partir dela, você passa a ter um leque de atitudes a tomar, mas se por acaso você opta não interferir, você está tomando também uma decisão, você fez uma opção, a opção de se omitir. Em uma avaliação superficial, parece-nos que sua omissão não trouxe nenhuma consequência, porém, essa abstenção teve um papel, um papel conservador, pois o marido se CONSERVOU batendo na mulher.
Em outro exemplo, podemos dizer, que alguém levou um tombo e caiu ao chão. Quando você passa por perto e vê essa situação, brotam, mais uma vez, as possibilidades de intervenção de sua parte. Porém, se você se omite, vai embora e deixa lá a pessoa caída, você não está isento de responsabilidade. Sua atitude omissa CONSERVOU a pessoa caída no chão.
Portanto, OMITIR É CONSERVAR, omitir é contribuir para o que aí está. Aqueles que se propõem a fazer algo e transformar a sociedade, não devem tomar essa postura. É necessário “dar a cara à tapa”. Precisamos romper com a estrutura atual. Cabe-nos assumir um lado. A omissão traz muitos perigos!!! Sejamos realmente revolucionários e abominemos essa prática!
 

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Concepção do Homem de Platão




     Os grandes destaques de Platão na formulação do que seria a concepção do homem, vão ser aqueles das nuances do mundo sensível e do supra-sensível. O corpo para ele, não é visto como residência da alma sem nenhuma operação. No entanto, ele entende e ver o corpo como cárcere da alma, para pagar as penas tributadas a alma. A questão da vida e morte é levada a diante com essa abordagem: O estar vivo quando se morre devido à libertação da alma e o estar morto vivendo todos os dias como em um túmulo. Todo mal decorre do corpo! Ele vai falar que sua ética só se apresenta parcialmente condicionada pelo dualismo citado.
     Chamo a atenção o mito do carro alado de Platão, onde esse afirma que a alma estava com os deuses inicialmente em uma relação divina e pura. Existe uma comparação entre o cavalo e o carro alado guiado por auriga. Então, esse auriga teria que dirigir as situações e o auriga é o símbolo da razão     .

     A abordagem sobre essa existência concomitante de dois perfis diferenciados leva o sujeito a dificuldade em domar essas forças que são contrárias na essência. Portanto, cada alma tem uma trajetória distinta da outra já que esse controle fica sob responsabilidade do indivíduo. Nem todas as almas chegam à “Planície da Verdade”.
     Fica entendido então, que a alma que chega a dita “Planície da Verdade”, não cairá mais em um corpo na terra já que passou por essa prova de dominar as forças. Viverá assim, então na companhia dos deuses e demônios sem nenhum contato terreno. É traço dele também trazer a discussão do julgamento da alma, ou seja, haverá de obter ônus ou bônus, cumprindo as tarefas como penas de acordo com seus méritos. Fala da reencarnação depois de certo tempo e que no transcurso de uma dezena de milhar de anos, as almas retomariam as suas respectivas asas e reencontrariam com os deuses.

     Em suma ele traz a questão dos méritos, provas, consequências sobre as “escolhas” e ações. Os sujeitos são divididos de acordo com suas práticas, domínios e capacidades.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Serenata Contemporânea




Hoje, eu vim aqui dizer o que sinto.
Que não dá pra explicar!
Poder falar que teus olhinhos brilham,
Assim como as estrelas no escuro do céu.

Eu queria olhar como se fosse criança
E sem desconfiança não ter medo de viver.
Rir na hora errada e falar bobagens sem pensar.
Tomar banho de chuva de paletó ou de chapéu.

Abre essa janela e vem ouvir o meu canto,
Pois qualquer canto será singelo perto de ti.
Deixa de vergonha e vem comigo dançar!

Pode seu pai não gostar de mim
E com arma ou água me receber.
Por mais que eu tente, estude, me prepare não dá pra prever.
Porque felizmente ou infelizmente a vida é um improviso!

Mas, o que é fato, é o Amor que eu sinto por ti!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Fim do Mundo?




           Mais de uma vez o fim do mundo foi anunciado, assim como o fim do marxismo. O anúncio parece até fazer sentido nesse momento com os agravamentos das questões sociais, noticiadas (ou não) pelos aparelhos de comunicação cotidianamente. 

          O imperialismo, como decorrência do desenvolvimento do capitalismo, trouxe algumas mudanças em quantidade, mas o processo já vinha desde o início das grandes navegações. O “andar da carruagem” da História, traz consigo alguns dilemas. Exemplo disso foram as guerras inter-imperialistas no século passado. É muito propagado que Marx já está ultrapassado e que não vale mais a pena ler suas obras. Os que afirmam isso estão dotados de um enorme preconceito e equívocos. É característica do capitalismo mascarar a realidade e nos fazer acreditar que “estamos avançando” e que “o povo agora anda de avião”, trazendo a falsa impressão de que nível de consumo equivale a qualidade de vida.

           O fim está aí, pois nos processos eleitorais, o que é colocado em questão é apenas o campo institucional, sem levar em conta a luta de classes, onde historicamente a espoliação da classe dominante assola a imensa maioria. Não será através da via eleitoral, que haveremos de superar o capitalismo. Quem confunde isso não sabe a diferença entre governo e poder.

          É necessária a construção da organização daqueles que estão à margem, reprimidos e explorados diariamente. Já é hora do povo se organizar, pois caso contrário, sem a construção de um projeto que supere o capitalismo e assegure a sua derrota completa estaremos fadados, inevitavelmente ao fim do mundo.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

SOBRE SÓCRATES





Talvez tal afirmação soe rude, ou pareça insuficiente, mas percebo Sócrates como um marco, um “divisor de águas” na Filosofia. A meu ver, tem um sentido metodológico perceber quem foi Sócrates, seu contributo e o pensar que se dá posterior a ele. Nas situações em que me voltei para estudar a Filosofia e os seus respectivos pensamentos e pensadores, me deparei com as seguintes conceituações: pré-socráticos e pós-socráticos. Somente isso já demonstra um certo respaldo do autor. Além disso, o próprio questionamento sobre a existência de Sócrates, revela o peso e a dimensão que o mesmo tem.
A definição desse filósofo, vai variar de acordo com aquele que escreveu sobre ele, não havendo assim uma homogeneidade nas diversas interpretações, ou melhor dizendo, versões do pensamento de Sócrates. Portanto, a questão dos ensinamentos terem se dado oralmente, nos proporcionou um leque de supostas conceituações assinadas como sendo de Sócrates.
A vida de Sócrates distingue-se também pela diferença de seus escritos feitos quando mais jovem, dos que foram oriundos de sua velhice, relatados por Platão e Xenofonte.  Em resumo, quando trata-se de conceituar na Filosofia, volto a reafirmar que existem perspectivas anteriores e posteriores a Sócrates.
De forma mais consequente que os sofistas, ele fez uma abordagem do homem, avançando no debate e propondo o questionamento sobre a essência do homem, o que ele chamará posteriormente de psyché ou alma. Ele afirma que o homem é a sua alma, ou seja, a sede da racionalidade.
Sócrates prega também o conceito de virtude. Segundo ele, a virtude é a perfeição ou o mais próximo disso, em que o sujeito pode se encontrar. Fazer o bem, se aperfeiçoando naquilo que deve ser feito são característica daqueles que tem virtude. Coloca que a ciência e o conhecimento são os elementos norteadores para essas condutas virtuosas.
Acontece que essa afirmação de Sócrates, que o conhecimento que cada indivíduo tem é o medidor para julgamento de suas condutas, então o mais ignorante é mais isento de algumas responsabilidades, pois esse é possuidor de menos conhecimento. A lógica seria de que “Cobra-se mais de quem sabe mais”. Sócrates submete a vida ao domínio da razão.
Os autores de “História da Filosofia” concluem que a afirmação de Sócrates sobre o conhecimento ser necessário para se fazer o bem, aperfeiçoar a alma, etc é correto, no entanto, é engano quando se coloca como o suficiente. Sócrates afirmou que é impossível aprovar e conhecer o bem, mas não conseguir fazê-lo na sua ação.
Sócrates expõe o seu conceito de liberdade que consiste em que, quanto mais o sujeito domina as suas vontades, instintos, ou seja, controla o seu agir ele é mais livre. O racional se sobressai ao “lado animal” que há no homem.  Então compreende-se por liberdade, a partir dessa perspectiva de Sócrates a aproximação maior com Deus que seria esse ser sem necessidades, sem instintos. A felicidade também veio se conceituando a partir de uma abordagem dele, apesar de pré-socráticos como Heráclito e Demócrito terem falado sobre.
Quanto a questão teológica, Sócrates encarava a figura de Deus como ordenadora. Achava que aquilo que existisse e não fosse simples obra do acaso, mas que tivesse um objetivo careceria de uma inteligência superior que a produzisse. Para Sócrates, Deus era a inteligência. Acrescenta ainda que é possível estabelecer que o divino cuidou do homem de uma  forma muito particular.
Umas das acusações contra Sócrates era a de “introduzir novos diamónia”. O daimonion, era como uma espécie de consciência, no sentido místico da palavra. Essa voz vetaria algumas coisas que você se interessasse de fazer. Outra coisa em relação ao Sócrates é a dia.
O que compreendo de Sócrates é que ele foi uma peça fundamental para a Filosofia e trouxe uma série de contributos e uma série de questões para serem resolvidas pelos seus futuros. Os posteriores a Sócrates são herdeiros de bastante soluções, como também de problemas.
Sócrates, sem dúvida foi um dos grandes pensadores que o planeta  conheceu e que nenhum relato escrito deixou, nascido em Alópece na península da Ática no ano 469 a.C, filho de um escultor, Sofrônico e de uma parteira Fenáreta.